Quanto custa realmente comprar um imóvel? Entenda os custos além do preço de compra
Comprar um imóvel não é simplesmente escolher aquele que você gostou e conseguir chegar no valor anunciado. Tem uma conta que muita gente só descobre depois que começa o processo: o preço do imóvel não é o custo total da compra.
Isso é especialmente importante pra quem está comprando o primeiro imóvel aqui em Natal ou Parnamirim. Você pode encontrar um apartamento de R$ 500 mil, por exemplo, e imaginar que precisa ter apenas a entrada disponível pra começar a negociação. Mas existem outros custos que precisam entrar no planejamento.
1. ITBI ou ITIV
É o imposto cobrado pelo município na transmissão do imóvel. O nome pode variar de acordo com a cidade, assim como a forma de cálculo e as regras aplicáveis. Aqui em Natal, por exemplo, o nome oficial é ITIV (Imposto de Transmissão Inter Vivos), com alíquota de 3% sobre o valor venal do imóvel ou sobre o valor da transação, prevalecendo o maior entre eles.
Por isso, antes de fechar negócio, é importante entender quanto será necessário reservar pra esse imposto.
2. Escritura e registro
Quando a compra é feita à vista, normalmente entram na conta os custos relacionados à escritura pública, quando exigida, e ao registro da transferência no Cartório de Registro de Imóveis.
E aqui existe um ponto que sempre gosto de reforçar: não basta assinar o contrato. No Brasil, a propriedade do imóvel se consolida com o registro do título no Cartório de Registro de Imóveis. Ou seja, esses custos fazem parte da própria aquisição.
3. Se houver financiamento, a conta muda
No financiamento imobiliário, existem outros custos envolvidos no processo. O banco pode cobrar, por exemplo, tarifa de avaliação do imóvel, e haverá também os seguros vinculados ao financiamento, além dos demais custos previstos na operação.
E tem uma diferença importante: o valor que você consegue financiar não significa necessariamente que você tenha dinheiro apenas pra entrada. É preciso considerar também os custos da própria compra.
4. Condomínio, IPTU e outras despesas
Dependendo do momento da compra e do que for negociado entre as partes, podem existir valores proporcionais de condomínio e IPTU. E depois que o imóvel passa a ser seu, começam outras despesas: mudança, pequenos reparos, móveis, eletrodomésticos, instalação de ar-condicionado, cortinas, marcenaria.
É muito comum o comprador fazer uma conta perfeita pra comprar o imóvel e esquecer completamente da vida que começa depois das chaves.
Então quanto eu preciso ter pra comprar um imóvel?
Essa é uma pergunta que não tem uma resposta única. Depende do valor do imóvel, da forma de pagamento, da cidade, do financiamento, da situação documental e de vários outros fatores.
Por isso, eu prefiro uma abordagem mais simples: não faça seu planejamento olhando apenas pro preço anunciado. Faça a conta do custo total da aquisição.
Se o imóvel custa R$ 500 mil, por exemplo, não significa que R$ 500 mil seja o valor que você precisa considerar no seu planejamento. Você precisa saber quanto será necessário pra comprar, transferir, financiar (se for o caso) e colocar o imóvel pra funcionar. E isso muda bastante a forma de olhar pra uma oportunidade.
Antes de comprar, faça essa conta
Eu sempre recomendo que o comprador tenha clareza sobre três números: quanto custa o imóvel, quanto custa comprar o imóvel, e quanto você precisará investir depois de receber as chaves.
São três coisas diferentes. E quando você coloca tudo na ponta do lápis, fica muito mais fácil entender se aquela compra realmente cabe no seu orçamento.
Porque comprar um imóvel não deveria ser apenas conseguir fechar o negócio. Deveria ser conseguir comprar sem transformar a realização do sonho em um problema financeiro depois. E talvez essa seja uma das contas mais importantes pra fazer antes de procurar o imóvel.
Quer entender quanto vai custar comprar o seu imóvel?
Se você está planejando uma compra em Natal ou Parnamirim, será um prazer ajudar você a fazer essa conta com precisão.
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